quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Games e Ambientes Compartilhados

" As pessoas criam comunidades nas redes com a mesma inevitabilidade com que microorganismos criam colônias."
                                              Howard Rheingold

                    

Educação de Jovens e Adultos (EJA)

     A educação de jovens e adultos (EJA) é uma modalidade de ensino nas etapas dos ensinos fundamental e médio da rede escolar pública brasileira que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da educação básica em idade apropriada por qualquer motivo ( entre os quais é freqüente a menção da necessidade  de trabalho e participação na renda familiar desde a infância). No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial.
O público do programa de educação de jovens e adultos é formado por um grupo homogêneo do ponto de vista sócio-econômico. Entretanto, do ponto de vista sócio-cultural, eles formam um grupo bastante heterogêneo. São trabalhadores (as) e (des) empregados, ou em busca do primeiro emprego, filhos, pais e mães moradores das periferias e favelas, e em sua maioria são negros e imigrantes de diferentes regiões do país. Existem os analfabetos absolutos, pessoas que nunca foram a escola, mas eles são minoria. A grande maioria é constituída por pessoas que já tiveram passagens fracassadas pela escola, entre elas, muitos adolescentes e jovens recém-excluídos do sistema regular de ensino. O EJA atende a pessoas acima de 15 anos de idade, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96.

       Atualmente, o EJA esta ficando cada vez mais juvenil, no passado quando havia um contingente alto da população da zona rural chegando às cidades, essa modalidade teve a função de proporcionar o acesso à educação aos que nunca tiveram. Nos últimos 30 anos, prevalecem á função de aceleração de estudos para jovens com defasagem  na relação idade/série. Na educação de jovens e adultos, há um público que foi fruto de processos de exclusão escolar: repetição, evasão, ingresso precoce no mundo do trabalho.
     A entrada de jovens interferiu na EJA. Hoje há dois perfis, o adulto freqüentemente imigrante da zona rural, que tem uma representação da escola bastante tradicional. Embora tenha sido excluído, ele aspira fluir o direito a educação. O outro grupo é o de adolescentes. Eles são urbanos e tiveram acesso a uma escola, mas viveram experiências de exclusão. O primeiro grupo tem uma visão mais positiva da escola. O segundo tem uma visão negativa: contesta a autoridade do professor, não atribui um valor intrínseco ao conhecimento escolar e esta lá porque precisa do diploma.
No Brasil há mais de 35 milhões de pessoas maiores de catorze anos que não completaram quatro anos de escolaridade. Esse grande contingente constitui o público potencial  dos programas de educação de jovens e adultos correspondentes ao primeiro segmento do ensino fundamental. Além dos 20 milhões identificados como analfabetos pelo censo de 1991, estão incluídas neste contingente, pessoa que dominam tão precariamente a leitura e a escrita que ficam impedidas de utilizar eficazmente essas habilidades para continuar aprendendo, para acessar informações essenciais e uma inserção eficiente e autônoma em muitas das dimensões que caracterizam as sociedades contemporâneas.

     Para Paulo Freire “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”. É a partir do reconhecimento  do valor de suas experiências de vida e visões de mundo que cada jovem e adulto pode se apropriar das aprendizagens escolares de modo crítico e original, sempre da perspectiva de ampliar sua compreensão, seus meios de ação e interação com o mundo.

                                    
                                                                                                                     

terça-feira, 30 de novembro de 2010


Estamos diante de uma nova cultura. Não é escapismo. É outracoisa. É uma maneira de escapar do escapismo do 'real' (da'Matrix')? E não vejo como poderia ser diferente. Os garotos estãosozinhos nesses novos mundos, que os adultos não entendem, ouignoram ou desprezam com uma arrogância de quem ainda finge saber das coisas e está no controle. Como já disse John Katz,num texto bem raivoso: Tudo o que eles (os adultos) têm para oferecer são sistemas educacionais tediosos ou ultrapassados, estruturas políticas que não mais funcionam e formas exauridas de uma cultura murcha, sacrossanta e onerosamente subsidiada. Exagero? O adulto que tiver algo diferente disso para oferecer que atire a primeira pedra. Ou fique calado, deixando a meninada jogar e aprender o que deve aprender.Pois diversão também cria nova cultura. (VIANNA, 2004).

Dicas de Softwares Educacionais

Tux Paint
Tux Paint é um programa de desenho para crianças. Possui uma interface simples com área de desenho de tamanho fixo, e permite escolher facilmente as imagens gravadas através de miniaturas (sem acesso ao seu sistema de arquivos). Ao contrário de outros programas de desenho populares, como o GIMP, possui um conjunto muito limitado de ferramentas. Contudo, proporciona uma interface muito mais simples, além de possuir funções orientadas à crianças, como efeitos sonoros.
Hotpotatoes
Hot Potatoes é um conjunto de ferramentas de autoria, que possibilitam a elaboração de exercícios interativos utilizando páginas Web.
A fazendinha
Jogo para estímulo da percepção visual e auditiva através da identificação de sons de animais da fazenda (voltado para crianças de 2 a 5 anos).
Cplay
Programa de pintura adequado à faixa etária da Educação Infantil. Pode ser criado um desenho livre ou escolher algumas imagens para pintar.
Creative Writer
Editor de textos com muitas surpresas (cartões, folders, banners, webpages, etc.).
Fábulas de Esopo
E-book (arquivo em .PDF - Acrobat Reader - zipado) com 9 fábulas de Esopo para leitura.
Facetoon
Monte caretas engraçadas.
Forca
Jogo de forca para ser jogado com 2 pessoas. As palavras podem ser escolhidas pelo usuário.
Gibizinho
Este programa possibilita a criação de história em quadrinhos, contando com personagens, cenários, objetos, balões, etc.
Graffitti
Faça um grafite e transforme-o em Protetor de Tela.
Kiddie
Quebra-cabeça de sombras.
Labirinto 3D
Labirinto em 3 dimensões para desenvolver a percepção visual, raciocínio e coordenação motora.
Millie
Versão demonstrativa que trabalha com quantidade e tamanho para Educação Infantil.
Paperair
Ensina a fazer vários modelos de aviões de papel.
Pintando e Descobrindo
Software voltado para o público infantil que possui desenhos para colorir. Os desenhos estão identificados por pontos e a imagem se forma conforme a tela vai sendo colorida.
PK
Software demonstrativo com diversas atividades adequado à Educação Infantil.
Quebra-cabeça com números
Quebra-cabeça que tem como objetivo colocar em ordem os números, sendo um excelente exercício de raciocínio.
SIMTUNES
Versão demonstrativa que permite ser jogado por 10 minutos. É um software adequado à faixa etária de 3 à 10 anos. Propõe uma construção que mescla desenho com som.
Tt1 - Pense Brincando
Demonstrativo de programa educativo que trabalha com sons, seqüências, cores e formas.
ZigZag
Software demonstrativo com atividades adequadas à Educação Infantil: Quebra-cabeças, ligue-pontos, jogo dos 7 erros, labirinto.




Segundo Martins (s.d.), Aristóteles definiu o ser humano, classificando-o em três
vertentes: o homo sapiens (o que conhece e aprende), o homo faber (o que faz e queproduz) e o homo ludens (o que brinca e que cria). Este triângulo deve ser equidistante para garantir algum sentido de equilíbrio.

Jogo: Um recursso para ajudar no processo ensino - aprendizagem

          O jogo é uma atividade típica do homem. O homem inventa jogos e se diverte com
eles desde que se tem conhecimento de sua existência. Sabe-se que impressões arqueológicas
e pinturas rupestres demonstram a existência de certos jogos na antiguidade. Fala-se dos jogos
entre os gregos, romanos e incas.

domingo, 26 de setembro de 2010

Gestão educacional e Escolar

          A gestão educacional diz respeito a definição e a organização  feita pelo governo federal em relação a educação básica de nosso país. Esta ocorre através do regime de colaboração entre os entes federados, ou seja, as responsabilidades e as incumbências estão divididas da seguinte forma: 

        A oferta do ensino fundamental é responsabilidade compartilhada dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sendo o ensino médio uma atribuição específica dos Estados e do Distrito Federal e a educação infantil uma atribuição dos Municípios. 

          Desta forma, o que temos realmente é a descentralização da educação básica em sistemas de ensino, com  responsabilidades fragmentadas pelas unidades federadas, que por sua vez, possuem regimentos e deliberações individualizadas não havendo um Sistema Nacional de Educação comum a todos.

       Na gestão escolar o campo de ação é a escola, isto é, esta acontece em função de promover principalmente o ensino e a aprendizagem.

       A LDB de 1996 , é a primeira das leis de educação, a dar atenção particular à gestão escolar detalhando sua incumbência.

            Segundo a LDB:

           Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão as incumbências de :

I-Elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II-Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
III-Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aulas estabelecidas;
IV-Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V-Prover meios para recuperação de alunos de menor rendimento;
VI-Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;
VII-Informar os pais e os  responsáveis sobre a  frequência e o rendimentos dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica(LDB, Art. 12).

            A proposta pedagógica é a primeira e principal das atribuições da escola, necessitando sua gestão visar tal finalidade. Esta é a bússola da escola, definindo caminhos e rumos que uma determinada comunidade busca para si e para aqueles que se agregam em seu entorno.

             Segundo Tavares (2001) a gestão escolar necessita da participação de todos os profissionais para que seja sempre oferecida uma educação libertadora, como aquela sonhada por Freire. A comunidade escolar deve ser proativa e cidadã, e buscar, por meio de uma gestão integrada, a participação e o comprometimento de professores, funcionários, familiares e comunidade geral.



                Introduzir novas formas de gestão nas escolas, significa, também, mudar as pessoas que formam este ambiente, exigindo que os agentes que participam direta ou indiretamente, das atividades escolares, assumam uma nova postura diante do processo ensino-aprendizagem e da educação como um todo. É necessário que todos reavaliem suas atitudes, valores, comportamento e formas de perceber uns aos outros.

                   Ao se analisar a gestão escolar, como método de processo da direção e organização da escola, deve-se destacar o papel do diretor, como o agente integrador e articulador das ações propostas.

                (...) o diretor coordena, mobiliza, motiva, lidera, delega aos membros da equipe escolar, conforme suas atribuições específicas, as responsabilidades decorrentes das decisões, acompanha o desenvolvimento das ações, presta contas e submete à avaliação da equipe o desenvolvimento das decisões tomadas coletivamente (LIBÂNIO, OLIVEIRA E TOSCHI, 2003, p.355).


                     Como boa prática de gestão damos o exemplo da Escola Municipal Itália em Rocha Miranda, 2º lugar no IDEB em relação as escolas municipais e 1ª colocada na 5ª Coordenadoria Regional de Educação - CRE. A diretora está a frente da unidade há mais de quinze anos, o que permitiu a transformação necessária para que aquela unidade antes tão problemática passasse a ser modelo de gestão entre as escolas da rede municipal. A seguir, postamos algumas fotos (conseguidas na página do TCMRJ) da Escola Municipal Itália, demonstrado o cuidado na manutenção e administração da unidade, efetuada por todos os agentes que compõem o universo da escola.


                          





                




informações retiradas do trabalho de monografia da aluna Viviane Motta de Santana